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O Copacabana
Salão carlos Nobre

A partir de um pequeno quadro, que explora o futebol, escrito por Luiz Gualdi para a Rádio Gaúcha, em 1953, um intérprete de músicas românticas em início de carreira vai acabar se transformando no mais importante humorista do Rio Grande do Sul.

Por Luiz Artur Ferraretto
Há duas décadas, quando o humorista morre, na tarde de 16 de dezembro de 1985, sua popularidade é tanta que a notícia ganha amplos espaços nos meios de comunicação. De fato, no Sul do país, há muito Carlos Nobre identificava apenas aquele gaúcho natural da cidade de Guaíba, que escrevia na penúltima página do jornal Zero Hora, participava em quadros humorísticos na Rádio Gaúcha e aparecia no Jornal do Almoço, da RBS TV.

No início de carreira, dentro do Jogo Bruto, o programa escrito por Gualdi, explorando trejeitos de voz, faz as vezes do torcedor, conforme os estereótipos atribuídos a cada clube. Na mesma linha, inspirado no programa Miss Campeonato da Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, Carlos Nobre vai criar, na Gaúcha, uma atração para as noites de terça-feira a partir dos jogos disputados pelos principais times do Rio Grande do Sul no final de semana anterior. Trata-se do Campeonato em Três Tempos, que surge em 1958, tornando-se, rapidamente, uma das principais atrações da PRC-2.

Carlos Nobre era frequentador assíduo do Copacabana e grande amigo dos proprietários. Todos os dias após fechar sua coluna na Zero Hora vinha no Copa para tomar uma cervejinha. Ele deixou muita saudade entre os amigos que formou aqui.

Em sua homenagem, o Restaurante Copacabana batizou um de seus salões com o nome do grande amigo Carlos Nobre.