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O Copacabana
História

Assim como milhares de Italianos, os Calabreses vieram para a Capital dos gaúchos e aqui foram montando seus pequenos negócios. Progrediram. Hoje, existem mais Moraneses aqui do que na cidade de Morano Calabro, no Sul da Itália. Foi atrás destes sonhos que aqui aportaram Leonardo Vitola e o pai Rocco. O Leonardo foi trabalhar em uma sapataria, e o pai comprou uma carrocinha para vender verduras, carnes e peixes que adquiria no mercado e granjas próximas. Em 1935, vêm para cá o irmão de Leonardo, Francesco Vitola, o Tio Chicão, juntamente com a mãe Filomena. O destino: trabalhar com o irmão na sapataria. Em 1936, Leonardo compra um mercadinho.

Em 18 de Outubro de 1939, juntam as economias e compram o Restaurante Copacabana, que era um bar, mercadinho e restaurante de prato-feito, com café da manhã. Em 1941, a enchente destruiu completamente o Copa. Recomeçaram tudo de novo, com aquela saga e a teimosia que os Italianos têm de sobra. Em 1942, era instalada a primeira máquina de fazer sorvetes da cidade; foi um sucesso. Agora. Passava a ser bar, verduraria, restaurante, sorveteria, lancheria, enfim, era uma casa que atendia com muitos produtos a zona sul da cidade. Em 1944, Leonardo resolveu vender o Copa para um funcionário da receita fiscal, por 80 contos de réis. Três meses depois, recompra o Copa. Em 1949, manda vir da Itália, de Morano, o primo Francesco Spina, o Tio Chico, para trabalhar no Copa. Em 1953, antes de viajar para a Itália, admite na sociedade Biagio Sanzi e seu irmão Luiz, por indicação do cunhado, Biagio Rímolo, da Padaria Triunfo, grande “capo” dos calabreses, sempre de jaleco branco. Biaginho e Luiz eram proprietários do Café Nice, na Rua Dr. Flores.

Em 1968 falece o fundador Leonardo Vitola. A partir de 1969, o Copa acaba com as miudezas e transforma-se em restaurante aprimorando o seu cardápio. Nos anos de 1971 e 1972, o restaurante sofre uma reforma estrutural, e o Tio Chico assume a gastronomia, aprimora seus conhecimentos, e o Tio Chicão traz para o restaurante a lingüiça calabresa, a vitela e a berinjela, que vendia no seu armazém, o Fidalgo. Salvatore Palatino implanta o cabrito e o rascatelli e cria uma fábrica de massas artesanais dentro do Copa. A partir daí, o restaurante começa a sofisticar mais o cardápio e se transforma no “típico italiano”, passando a receber uma clientela mais exigente tendo que criar nos fundos um salão especial para festas e recepções. A clientela de maior poder aquisitivo força mudanças na estrutura do copa, com implantação de câmaras frigoríficas: das três portas de entrada, duas são eliminadas. O crescimento da casa obrigou a compra do prédio com frente para a Praça Garibaldi e outro com frente para a então, João Alfredo, que se transformaram, respectivamente, em salão Folha da Tarde e Carlos Nobre.

A partir de 1982, o Copa explodiu e ganhou as dimensões da cidade. Foi necessário aprimorar o pessoal e o cardápio. Entra para a sociedade, ao lado do Biaginho e do Tio Chico, Jose Vitola (filho do fundador). Daí até 1989, muita coisa mudou para melhor: eram as comemorações dos 50 anos do Restaurante Copacabana, que foi em grande estilo, regada a muito queijo, salame e vinho.

Em 1996 o Tio Chico faleceu e deixou muitos amigos entre os freguezes e funcionários. Em 1999, as mudanças foram radicais, em todos os sentidos. A administração foi informatizada e a competência de uma empresa de engenharia e de uma arquiteta fez do Copa uma perfeita Cantina italiana. Neste ano se comemorou os 60 anos de história e tradição, com mais uma bela festa.

Em 2008 o sócio Jose Vitola se retira da sociedade, ficando no comando da casa o Biaginho com o apoio de seus netos, Marcelo Castilhos Sanzi e Melissa Sanzi Giacobo. Os netos gêmeos ajudavam na administração da casa desde 1997 e 1999, respectivamente.

Em 22 de julho 2009 o Gigante Biaginho partiu, deixando muitos clientes saudosos de seu carinho e simpatia.

Hoje o Copacabana tem 72 anos e conta com os netos do Biaginho. A Melissa atende a clientela do almoço e o Marcelo a da noite, sempre mantendo contato, indo até as mesas e dando um tratamento especial que todo bom italiano sabe dar.